Meu pai nunca foi bom com as palavras, mas me disse algo uma vez que a vida se encarregou de mostrar, todos os dias, ser uma das maiores verdades: “Felipe, quem tem amigos tem tudo”.
Passaram-se os dias e eu aprendi a conservar amizades. Foram essas amizades que fizeram se realizar a viagem que parecia ser apenas uma loucura adolescente. Foi uma amizade que me consolou no momento em que consolo parecia não existir. Foi em uma amizade que se depositou um segredo que eu jamais teria conseguido guardar sozinho. Houve as más amizades, que um dia me fizeram pensar não existir o verdadeiro amigo, e sim apenas o temporário amigo. Aprendi, então, que perdoar é divino. Perdoei e prometi nunca ferir alguém como havia sido ferido.
Houve ainda as amizades que se mostravam para sempre, mas, junto ao tempo, se desgastaram e a distância se encarregou de levar. Mas houve também as que eram pequeninas e, surpreendentemente, se revelaram essenciais à minha vida.
Foi junto às amizades que entendi um pedaço do dicionário da vida. Elas me mostraram o significado para palavras como fidelidade, verdade, dedicação e compreensão. Foram dessas amizades que surgiram os mais espontâneos sorrisos, as mais altas gargalhadas e as maiores saudades. E, sem dúvida, foram de amizades que emergiram minhas melhores paixões. Para cada mulher que marcou minha vida há um capítulo inteiro de muita amizade.
Quero agradecer a cada amigo que por minha vida passou. Saibam que sou a soma de todos vocês. Sou suas qualidades e defeitos. Sou seus sorrisos e lágrimas. Sou o sim e o não que um dia, de vocês, tive de ouvir. Não sou mais nem menos. Sou apenas mais um, cheio de outros. Outros essenciais a mim.
Quem tem amigos... tem tudo.